terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Semana da Competitividade - Cultura da Inovação


Continuando a semana da competitividade para pequenos & notáveis meios de hospedagem vamos tratar hoje de inovação. Para isso, estudamos dois artigos encontrados em uma série dos melhores da renomada escola de negócios da Universidade de Harvard, e exemplificamos as idéias para o setor de PMHs.

O RISCO É O CUSTO - Hal Plotkin

Diga aos seus funcionários o que fazer, muito mais do que o que não fazer.

Em termos de processos de inovação isso significa incentivar sua equipe a assumir alguns riscos controlados. Em um pequeno meio de hospedagem esses riscos controlados podem ser, por exemplo, a criação de pacotes promocionais de duas diárias em finais de semana de meses historicamente de baixa ocupação, em que a lucratividade esteja condicionada a uma alta taxa de ocupação. Para aumentar a chance de sucesso esses pacotes podem estar vinculados ao seu programa de fidelidade, a um regime de pensão completa com um chefe de cozinha renomado, ou a passeios turísticos prestados por operadora de receptivo parceira.

Podem de outro lado, ser inovações mais simples e com risco menor, como a utilização de um fruta exótica do seu bioma para fazer um dos sucos do café da manhã, a utilização de ingredientes locais em um quitanda conhecida, a contratação de um recreador, em determinado final de semana em que o número de famílias seja grande, entre outras tantas possibilidades.

A construção de um processo continuado de inovação em seu empreendimento determinará o surgimento de processos criativos em evolução por parte de sua equipe.

Segundo Plotkin, caso a inovação proposta envolva um risco financeiro, como uma nova campanha publicitária ou uma campanha promocional de diárias, decomponha a idéia em fases. Assim você pode controlar o risco financeiro, na medida em que pode abortar a inovação caso as primeiras fases se mostrem um erro.


INOVAÇÃO AMBIDESTRA – Loren Gary

Não faça como a maioria das empresas que está esperando a próxima grande idéia, invista no desenvolvimento do processo de inovação, e o transforme em uma competência essencial de sua equipe.

Outra questão que você deve estar atento é a de estabelecer as diferenças entre uma idéia que objetiva melhorar um determinado aspecto do seu pacote de serviços e outra que propõe um novo aspecto do seu pacote de serviços. A primeira é chamada de incremental, porque melhora ou incrementa o serviço.

A segunda é chamada arquitetural, porque inclui um novo aspecto na estrutura do seu pacote de serviços.

As idéias incrementais tendem a ser mais pragmáticas, geralmente possuem um menor risco e são menos complexas para operacionalizar, ao contrario das arquiteturais. Por isso é importante estabelecer processos diferentes de inovação, embora utilizando a mesma equipe, para que se compreenda a importância das duas.

Para compreender melhor a diferença entre as duas e destacar a importância dos processos diferentes, vamos usar dois exemplos.

Aumentar o número de itens do café da manhã é uma idéia incremental, porque melhora o seu pacote de serviços, mas não cria um novo aspecto ou no serviço. Sua equipe, liderada por você, deverá estudar as preferências de seus hóspedes, o custo do café da manhã tal como está hoje, os itens que devem preferencialmente ser incluídos e suas alternativas, as projeções de custo para cada alternativa ou composição de itens, o valor a ser acrescido à diária, etc.

De outro lado, decidir servir almoço ou jantar, incluído ou não no preço da diária, é um idéia arquitetural, porque inclui no seu pacote um novo serviço. Para esta idéia, mais transformadora, complexa, e com risco maior, os estudos que sua equipe e você deverão fazer são também mais complexos e exigem processos mais abertos e inovadores de troca de idéias e de experimentação.

Além de compreender a demanda dos hóspedes, e de outros turistas da cidade (se você for abrir o restaurante não só para os hóspedes), você provavelmente deverá fazer reformas e equipar melhor sua cozinha, possivelmente contratar outros funcionários, talvez aumentar ou reformar o espaço destinado ao café da manhã, entre outras tantas melhorias e implementações.

Por isso, é necessário estabelecer processos diferentes para o desenvolvimento de idéias incrementais e arquiteturais. Você pode fazer isso, determinando reuniões diferentes para discutir cada tipo de idéia. Pode também, se tiver uma equipe maior, separar as funções, ou talvez entender que para o seu negócio e para sua equipe seja interessante discutir os dois tipos de idéias simultaneamente. Esteja atento, contudo, para que sua equipe não tome gosto apenas por um tipo de idéia, porque assim você maximiza as possibilidades de seus processos de inovação.

FONTE: Implementando a Inovação. Série Gestão Orientada para Resultados. Harvard Business School. Publicado no Rio de Janeiro pela Editora Elsevier em 2007.

Loren Gary é editor da revista Compass, do Centro para Tecnologia, Estratégia e Administração da Escola de Negócios Haas, da Universidade da Califórnia.

Hal Plotkin é escritor e editor. Ex-editor da Revista do Empreendedor do Ano. Atualmente escreve uma coluna para o San Francisco Chronicle’s.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Semana da Competitividade - O Diferencial Competitivo


Os dois vetores estratégicos principais do Programa de Qualificação de Pequenos Meios de Hospedagem são a sustentabilidade e a competitividade. Na semana que passou, postamos uma série de artigos sobre sustentabilidade. Nessa semana, vamos portanto tratar da gestão da competitividade.

Segundo o norte-americano John Nesheim, especialista em competitividade, desenvolver diferencial competitivo é um processo que se sustenta em três fundamentos principais:
1. terceirizar todas as atividades em que você não é bom;
2. concentrar-se nas atividades que possam ser diferenciadas;
3. buscar uma característica única e consistente que não possa ser copiada.

Além destes há ainda outros elementos que podem ser conjugados de acordo com as características do negócio e do mercado. Vamos listar alguns destes elementos, porém não exatamente tal qual descreve Nesheim em seu livro Diferencial Competitivo, mas customizando os conceitos para o mercado de pequenos meios de hospedagem.

Clientes: nós os conhecemos e sabemos quais são suas necessidades
Seus concorrentes podem ter sido superficiais na pesquisa sobre o mercado e os clientes potenciais. Você fará o contrario, no sentido de estabelecer uma relação intima e pessoal com eles, levando sua equipe a descobrir e antecipar o que seus clientes desejam e desenvolvendo seus talentos para liderá-los a usar o conhecimento sobre os clientes para alcançar sucesso.

Concorrência: conheça seus pontos fracos e fortes
Embora seja complicado converter o conhecimento sobre a concorrência em diferencial competitivo, especialmente para empresários de primeira viagem, é importante fazer análises sobre o comportamento e as inovações de seus concorrentes. Mais do que disso, é preciso compreender que seus concorrentes não são apenas seus vizinhos. Hoje há uma competição em nível internacional entre os destinos, porque um turista estrangeiro pode optar por visitar o Brasil ou a Tailândia à distancia de alguns cliques, assim como um turista brasileiro pode escolher entre Alagoas ou Ceará, ou um turista alagoano entre São Miguel dos Milagres, portanto estude outros pequenos meios de hospedagem de todas as partes do mundo e você agregará um elemento importante a seus diferencial competitivo.

Parceiros estratégicos: escolha para ter poder
Operadores de receptivo, operadoras e agências emissivas, entre outros parceiros locais, regionais, nacionais ou internacionais podem fazer parte do seu diferencial competitivo e não precisam ser as maiores empresas, mas aquelas que possuem um negócio capaz de agregar valor aos seus serviços e produtos. Estabelecer acordos com operadoras e agências emissivas, por exemplo, pode ser uma excelente ferramenta para de aumentar sua capacidade de vendas. Acordos com operadores de receptivo de outro lado aumentarão sua capacidade de oferecer uma experiência mais completa a seus hóspedes.

Estratégia: conquistas inteligentes
Uma estratégia inteligente é um elemento fundamental do diferencial competitivo, portanto planeje, mude, modifique, simule e emule. Passe a se portar como um estrategista militar executando as manobras planejadas de acordo com os movimentos de seus concorrentes, mas sobretudo antecipando-se a eles.

Cultura: ótimo lugar para trabalhar
Pode ser até que você seja pioneiro no destino e portanto tenha um diferencial competitivo considerável, mas não se iluda, outros pequenos meios de hospedagem vão se instalar no seu destino, e se você estiver fazendo bastante sucesso eles vão te copiar. Portanto saiba como atrair e reter pessoas de talento para manter e desenvolver seu diferencial competitivo, fazendo recrutamentos você mesmo e ajudando sua equipe gerencial a identificar pessoas de valor e contratá-las, tendo em mente que a cultura da empresa atrairá ou rejeitará funcionários mais do que o dinheiro.

Remuneração da equipe: mais do que dinheiro
As pessoas precisam que seu trabalho seja reconhecido, portanto desenvolva maneiras de recompensar e valorizar sua equipe por meio de formas inovadoras que não sejam tão caras ou complexas de gerenciar de maneira que isso se transforme em um incentivo psicológico forte e seja enxergado por sua equipe e por outras pessoas talentosas - que podem vir a fazer parte da equipe – como parte da cultura da empresa.

FONTE: este artigo utilizou conceitos e sentenças do livro Diferencial Competitivo de John L. Nesheim, da Editora Best Seller , publicado no Rio de Janeiro em 2007.

 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Melhores práticas - sustentabilidade econômica

Como sugere a foto e confirma o título, vamos tratar hoje sobre as melhores práticas em sustentabilidade em termos de impactos econômicos positivos que podem ser alcançados por pequenos meios de hospedagem nas comunidades e nos destinos em que estão instalados.

Estes impactos somente poderão ser alcançados se o negócio for lucrativo, portanto as dicas irão também tratar de questões gerenciais do empreendimento.

MARKETING
1. Desenvolva um plano de negócios se ainda não o fez,
mesmo se o empreendimento já tem anos de funcionamento.
2. Analise os empreendimentos de seus concorrentes e aprenda com eles.
3. Analise projeções financeiras com base em números realizados em períodos anteriores.
 
EQUIPE
1. Estabeleça metas financeiras concretas (faturamento, % de ocupação em baixa e alta temporada, etc.) e premiações claras (dias de folga, participação nos lucros) para sua equipe.
2. Discuta com a equipe sobre os riscos do empreendimento e recolha idéias para aumentar a taxa de ocupação, diminuir custos, melhorar o plano de marketing, etc.
3. Treine figuras destacadas de sua equipe para ocupar posições gerenciais no futuro, inclusive aquelas posições consideradas de confiança.

HÓSPEDES
1. Dê oportunidade a seus hóspedes para ajudar a financiar projetos de interesse da comunidade local e/ou de conservação ambiental, por meio de taxas voluntárias.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
1. Desenvolva um melhor entendimento sobre o que determina sua lucratividade, inclusive estabelecendo cruzamentos de séries de variáveis (política de preços, tamanho da equipe, número de UHs, sazonalidade, taxas de financiamentos e empréstimos, etc.).
2. Determine uma consistência real a seus relatórios financeiros.
3. Inclua custos e benefícios ambientais e sociais em sua contabilidade.

MONITORAMENTO
1. Monitore o balanço entre o a porcentagem de locais e não locais em sua equipe.
2. Monitore o balanço entre o volume de serviços e produtos que você compra de fornecedores locais e não locais.
3. Avalie o custo / benefício em trocar fornecedores não locais por locais.
4. Crie um sistema de monitoramento da satisfação de seus hóspedes.


MELHORES PRÁTICAS NA PRÁTICA

Rainforest Expeditions na amazônia peruana, construido e gerenciado em parceria entre empresa privada e comunidade indígena.
1. Equipe participa em todos os processos decisórios e estão envolvidos na responsabilidade de garantir os resultados econômicos do negócio.
2. A utilização de promoções por mérito transparentes levou a uma "escalada" continua de funcionários para posições gerenciais.
3. Planejamento e investimento em treinamento é considerável e levou ao aumento da competitividade do negócio.

Finca Rosa Blanca Country Inn em Santa Bárbara de Heredia na Costa Rica, um dos dois primeiros integrantes do seleto grupo de meios de hospedagem a atingir o mais alto nível de certificação em turismo sustentável no país, chamado de “cinco folhas”.

1. Doa 5% do faturamento do restaurante para projetos das comunidades locais.
2. Praticamente toda as posições, incluindo as gerenciais, são ocupadas por moradores das comunidades locais.
3. Se esforça proativamente para comprar produtos locais.

Campi ya Kanzi no Quênia, operado em sociedade por um casal de italianos e um grupo Maasai

1. À exceção do casal de gestores todos o restante da equipe é local.
2. Funcionários são treinados especificamente para as posições que irão ocupar e se beneficiam diretamente das receitas do empreendimento.
3. Cobra uma taxa de U$ 30,00 por hóspede por dia destinado a apoiar uma variedade de projetos, como bolsas estudantis, pagamento de salários de professores, ajudam a financiar tratamentos médicos.
4. Além da taxa cobrada dos hóspedes, paga ainda uma taxa para o uso das áreas selvagens nas atividades ecoturísticas.
5. Monitora o impacto das compras de produtos locais que faz regularmente.


FONTE: Este artigo utilizou como fontes “as soluções sustentáveis para hotéis verdes” do sítio eletrônico Global Stewards, critérios de um selo de classificação de hotéis utilizado principalmente por norte americanos e canadenses (Green Key Ecorating Program); um estudo do Banco Mundial que explora as oportunidades para implantação e operação de ecolodge;  e ainda um estudo da Sociedade Internacional para o Ecoturismo (The International Ecotourism society) intitulado The Business of Ecolodges.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Melhores práticas - política social

Como sugere a foto e confirma o título, vamos tratar hoje sobre as melhores práticas em sustentabilidade em termos do trabalho de pequenos meios de hospedagem em projetos e ações sociais que envolvam o destino em que estão instlados.

Diferentemente dos posts anteriores desta série, vamos hoje começar pelos exemplos dos ecolodges da Costa Rica e do Quênia que temos utilizado como referência. Faremos isso, em função de que em termos da política social eles nos pareceram ainda mais à frente do seu tempo e engajados, portanto merecem ainda mais destaque.

MELHORES PRÁTICAS NA PRÁTICA

Finca Rosa Blanca Country Inn em Santa Bárbara de Heredia na Costa Rica, um dos dois primeiros integrantes do seleto grupo de meios de hospedagem a atingir o mais alto nível de certificação em turismo sustentável no país, chamado de “cinco folhas”.

1. Publicou mapas e brochuras bilingues para visitantes do Parque Nacional Barva Volcano
2. Financiou linhas telefônicas para administração do parque.
3. Promove tours educacionais no empreendimento gratuitos para população local.
4. Dá descontos para população local na hospedagem.
5. Proprietários e equipe do empreendimento estão envolvidos em organizações locais que trabalham com conservação ambiental.
6. Glenn Jampol, um dos proprietários, é um ativo participante do programa de certificação da Costa Rica, é membro do conselho de diretor da Câmara Nacional de Ecoturismo - CANAECO (ONG que reúne pessoas e empresas ligadas ao setor de ecoturismo da Costa Rica) e da International Ecotourism Society - TIES. Além disso, ajudou a promover técnicas de sustentabilidade ambiental para outros ecolodges costarriquenhos .

Campi ya Kanzi no Quênia, operado em sociedade por um casal de italianos e um grupo Maasai

1. Promove programas educacionais sobre mínimos impactos no ecossistema e na vida selvagem nas comunidades maasai e em escolas da região.
2. Apóia projetos gerenciados pelas comunidades maasai que buscam revitalizar o artesanato, tradições e costumes, e em conseqüência o orgulho étnico, especialmente entre os jovens.
3. Financia no Wilderness Conservation Trust (uma ONG que trabalha para conservar os ecossistemas e a biodiversidade do leste da África) o emprego de seniores maasai no ensino das tradições e costumes tradicionais.
4. Oferece bolsas de estudo para educação em nível médio.

RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE LOCAL
1. Estabeleça um relacionamento harmonioso na utilização de atrativos naturais com a comunidade local.
2. Evite desenvolver projetos sem discuti-los com os representantes da comunidade.
3. Tome o tempo que for necessário para estabelecer canais de comunicação abertos e contatos regualres com os lideres comunitários.
4. Estabeleça trocas favoráveis para os dois lados em uma negociação.

EQUIPE
1. Estabeleça treinamento para sua equipe durante o trabalho (on the job), mas também em momentos específicos
2. Estimule que eles façam o mesmo entre si.
3. Estabeleça um programa de contratação de estagiários.

HÓSPEDES
1. Dê oportunidade a seus hóspedes para ajudar a financiar projetos de interesse da comunidade local e/ou de conservação ambiental, por meio de taxas voluntárias.
2. Estimule seus hóspedes a comprar artesanato e produtos locais e que promovam atividades tradicionais da região.

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UCs)
1. Estabeleça relacionamento com gerentes de UCs importantes para o seu destino.
2. Participe das reuniões dos conselhos das UCs importantes para o seu destino.
3. Envolva proprietários de PMHs e de outros empreendimentos turísticos no financiamento de equipamentos e infra-estruturas para qualificar as UCs.
4. Seja voluntário em atividades de planejamento, estudo e treinamento que envolva as UCs.

PRODUTOS E INSUMOS
1. Compre produtos alimentícios e amenidades de empreendimentos que trabalham com comércio justo.
2. Compre gêneros alimentícios orgânicos de produtores locais.


FONTE: Este artigo utilizou como fontes “as soluções sustentáveis para hotéis verdes” do sítio eletrônico Global Stewards, critérios de um selo de classificação de hotéis utilizado principalmente por norte americanos e canadenses (Green Key Ecorating Program); um estudo do Banco Mundial que explora as oportunidades para implantação e operação de ecolodge;  e ainda um estudo da Sociedade Internacional para o Ecoturismo (The International Ecotourism society) intitulado Diretrizes Internacionais para Ecolodges.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Melhores práticas - Gestão de resíduos sólidos

Como sugere a foto e confirma o título, vamos tratar hoje sobre gestão ou gerenciamento de resíduos sólidos, continuando, portanto, a semana das melhores práticas na gestão da sustentabilidade em pequenos meios de hospedagem.


INSUMOS E PRODUTOS


1. Sempre que possível compre
a granel alimentos e amenidades (ex: xampu, sabonete e cremes hidratantes em embalagens com refil) .
2. Quando for comprar produtos embalados, opte por aqueles armazenados em grande volume.
3. Recuse a compra de insumos e produtos com embalagens complexas e desnecessárias.
4. Na próxima reforma ou ampliação use tinta, verniz e revestimento natural.

EQUIPAMENTOS

1. Instale coletores seletivos nas UHs ou espalhados pelas áreas comuns do empreendimento, inclusive próximos as UHs.
2. Construa ou destina instalações adequadas e bem desenhadas para armazenamento e separação de resíduos para reciclagem e reuso.

EDUCAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO

1. Informe seus hóspedes sobre os itens que você recicla ou reusa.
2. Informe seus hóspedes sobre as estatísticas dos seus processos de reciclagem e reuso.
3. Eduque sua equipe sobre a importância da gestão de resíduos sólidos e do impacto causado por processo ineficiente.

REUSO, RACIONALIZAÇÃO E REAPROVEITAMENTO

1. Verifique a possibilidade de diminuir os documentos que necessariamente precisam ser impressos (ex: faturas, boletos bancários e comprovantes de pagamento, documentos de sistemas de gestão, etc.).


SISTEMA DE GESTÃO

1. Monitore, documente e analise a quantidade de resíduos sólidos gerados no intuito de observar eventuais excessos e identificar alternativas.
2. Pesquise alternativas para os procedimentos adotados por você em livros, jornais e revistas especializados, sítios eletrônicos, etc.
3. Consulte seus colegas empresários sobre seus procedimentos em termos de gestão de resíduos sólidos.
4. Estabeleça parcerias com outros empreendimentos e com a comunidade para desenvolver um programa de reciclagem amplo.

MELHORES PRÁTICAS NA PRÁTICA

Finca Rosa Blanca Country Inn em Santa Bárbara de Heredia na Costa Rica,
do seleto grupo de meios de hospedagem a atingir o mais alto nível de certificação em turismo sustentável no país, chamado de “cinco folhas”.
1. Hóspedes visitam a hortas orgânicas ou "casas verdes" e as elaboradas instalações de reciclagem, compostagem e vermicultura.
2. Produtos de limpeza são biodegradáveis.
3. Evita utilizar fertilizantes, pesticidas e herbicidas não orgânicos.
4. Resíduos orgânicos são utilizados como fertilizantes de duas maneiras: (1) diretamente na plantação de café (que recebeu selo de sustentabilidade) e na hora orgânica; (2) nos processos de compostagem e vermicultura.
5. São reciclados plásticos e vidros, garrafas, papelão, alguns tipos de metais e jornais.
6. Todos os quartos possuem recipientes para materiais recicláveis.

Campi ya Kanzi no Quênia, operado em sociedade por um casal de italianos e um grupo Maasai
1. Resíduos orgânicos são compostados e utilizados na horta orgânica.
2. Produtos de limpeza são biodegradáveis.
3. Sabão é feito a partir de ingredientes locais.

FONTE: para o artigo de hoje utilizamos  “as soluções sustentáveis para hotéis verdes” do sítio eletrônico Global Stewards e um estudo do Banco Mundial que explora as oportunidades para implantação e operação de ecolodge, e ainda um estudo da Sociedade Internacional para o Ecoturismo (The International Ecotourism society) intitulado Diretrizes Internacionais para Ecolodges.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Melhores práticas - Gestão de consumo de água

Como dissemos ontem, dedicaremos os posts dessa semana à melhores práticas na gestão da sustentabilidade em pequenos meios de hospedagem. 

Como você pode ver pela foto e pelo título, o tema de hoje é gestão do consumo de água.

Mas antes de começar, se você está pensando nisso, está certo. A quantidade de água no planeta, de fato, não se altera porque seu ciclo natural se responsabiliza por sua manutenção. De outro lado, você talvez não tenha refletido sobre o fato de que o número de pessoas no planeta não para de crescer. Cada um dos mais de 6 bilhões de pessoas no planeta precisam de milhares de gotas d´água para satisfazer as suas necessidades básicas. Multiplicando todos os habitantes por milhares de gotas temos como resultado um grande consumo de água. Além disso a poluição dos recursos d’água está fazendo com que grande parte da água do planeta deixe de ser potável. (1)

Dito isso vamos então apresentar soluções práticas, algumas simples outras mais complexas de como diminuir o consumo de água do seu pequeno meio de hospedagem, e em conseqüência diminuir os custos operacionais do negócio, tornar o negócio mais sustentável ambientalmente e atingir as expectativas dos hóspedes nesse sentido.

EQUIPAMENTOS

1. Instale aparelhos economizadores de água, como aeradores, nos chuveiros e nas torneiras.
2. Na próxima troca de caixas de descarga procure por aquelas que possuem controle de fluxo.
3. Instale equipamentos de irrigação de jardim que funcionam somente à noite.

REUSO E REAPROVEITAMENTO

1. Pesquise sobre as possibilidades de utilização de água cinza adequadas para o seu empreendimento.

2. Desenvolva um programa de a
proveitamento de água pluvial.
3. Comece um programa de reuso de roupa de cama e de banho com informações claras e precisas sobre como os hóspedes devem sinalizar a necessidade ou não de troca.

SISTEMA DE GESTÃO
1. Monitore, documente e analise o consumo de água no intuito de observar excessos e possíveis vazamentos em equipamentos e sistemas.
2. Crie um programa de incentivo à sua equipe para que implementem os procedimentos de gestão de consumo de água, com metas claras e premiações evolutivas.
3. Consulte seus colegas empresários sobre suas taxas de consumo de água e faça comparações com as suas.
4. Peça para a companhia responsável pelo suprimento de água em seu destino para fazer uma auditoria do seu consumo.

MELHORES PRÁTICAS NA PRÁTICA

Finca Rosa Blanca Country Inn em Santa Bárbara de Heredia na Costa Rica,
integrante do seleto grupo de meios de hospedagem a atingir o mais alto nível de certificação em turismo sustentável no pais, chamado de “cinco folhas”.
1. Chuveiros possuem equipamentos controladores de fluxo.
2. Torneiras tem aeradores.
3. Há um sistema de coleta de água de chuva.
4. Hóspedes são sensibilizados e instruídos sobre como diminuir consumo de água.
5. Hóspedes são encorajados a reusar roupas de banho e de cama.
6. Água da piscina é tratada com sistema de ionização que usa prata e cobre.
7. Sistema de fossas sépticas é operado, controlado e
inspecionado pelo empreendimento.
8. Qualidade da água cinza é regularmente testada. O sistema de purificação usa produtos químicos biodegradáveis. 

Campi ya Kanzi no Quênia, operado em sociedade por uma empresa privada e um grupo Maasai
1. Chuveiros possuem equipamentos controladores de fluxo.
2. Torneiras tem aeradores e as pias tem tamanho reduzido.
3. Cada UH tem um medidor de água e os hóspedes são instruidos sobre como usá-lo.
4. Há um sistema de coleta de água de chuva.
5. Toda a água utilizada no empreendimento é tratada e reutilizada na horta orgânica e em tanques onde leões e gazelas bebem água.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Melhores práticas - Gestão de consumo de energia


2011 começou. E este é o primeiro artigo do ano no blog dos Pequenos & Notáveis. Por isso mesmo gastamos boas horas pensando sobre o tema que escolheríamos para abrir o ano.

Mas antes mesmo de começar a mergulhar em nossas fontes de pesquisa, navegar pela Internet e debater sobre o tema, tínhamos algumas idéia claras em mente: o artigo deveria tratar de questões positivas, mostrar caminhos já percorridos por outros empreendimentos e promover práticas que podem facilmente ser adotadas por pequenos & notáveis meios de hospedagem brasileiros, independentemente de sua capacidade de investimento, quantidade de funcionários, destino em que está localizado ou qualquer outra particularidade.


Finalmente concluímos que não poderíamos explorar todas as boas prática em apenas um artigo, e resolvemos então fazermos uma semana de artigos, inclusive porque 2011 é o Ano Internacional das Florestas. 

Vamos tratar primeiramente da gestão do consumo de energia, no sentido de apresentar soluções práticas, algumas simples outras mais complexas de como diminuir o consumo de energia, e em conseqüência diminuir os custos operacionais do negócio, tornar o negócio mais sustentável ambientalmente e atingir as expectativas dos hóspedes nesse sentido.

ILUMINAÇÃO
1. Troque suas lâmpadas para as de luz branca que consomem menos energia.
2. Use sensores ou timers em áreas com pouca freqüência de uso à noite, como áreas de passeio e descanso nos jardins, estacionamento, etc.
3. Eduque sua equipe a apagar as luzes quando os quartos não estiverem ocupados, ou instale equipamentos que desliga automaticamente o suprimento de energia (quando tiver os recursos financeiros necessários).

CLIMATIZAÇÃO
1. Eduque sua equipe a desligar sistemas de refrigeração ou calefação quando os quartos não estiverem ocupados.
2. Eduque sua equipe a fechar as cortinas, especialmente no verão, quando os quartos não estiverem ocupados, o que diminui a incidência de calor, e em conseqüência o consumo dos sistemas de refrigeração quando os hóspedes retornarem.
3. Instale filmes plásticos escuros (insulfilm) nas janelas para diminuir a incidência de calor nas UHs, o que em conseqüência diminuirá o consumo dos sistemas de refrigeração.
4. Instale jardins verticais nas paredes de fora das UHs o que diminuirá a incidência de calor, e em conseqüência de consumo de energia de refrigeração em até 5%.
5. Observe e melhore pontos de vedação para que não deixem escapar o esforço de seus equipamentos de refrigeração ou calefação.
6. Substitua a pintura de telhados e lajes por cores claras, as quais aumentam a reflexão dos raios solares, e em conseqüência diminuem a incidência de calor.

EQUIPAMENTOS
1. Na próxima vez em que for promover a troca de seus equipamentos eletrodomésticos e eletrônicos procure pelo selo do PROCEL do INMETRO que identifica aqueles que são mais eficientes no consumo de energia.
2. Eduque sua equipe a desligar equipamentos eletrônicos da tomada quando não estiverem sendo usados. Equipamentos desligados mas ligados à tomada consomem cerca de 15% da energia que consumiriam se estivesse ligados.

SISTEMA DE GESTÃO
1. Monitore, documente e analise o consumo de energia no intuito de observar excessos e possíveis problemas em equipamentos e sistemas.
2. Crie um programa de incentivo à sua equipe para que implementem os procedimentos de gestão de consumo de energia, com metas claras e premiações evolutivas.
3. Consulte seus colegas empresários sobre suas taxas de consumo de energia e faça comparações com as suas.
4. Peça para a companhia responsável pelo suprimento de energia elétrica em seu destino para fazer uma auditoria do seu consumo.

MELHORES PRÁTICAS NA PRÁTICA
Finca Rosa Blanca Country Inn em Santa Bárbara de Heredia na Costa Rica, do seleto grupo meios de hospedagem a atingir o mais alto nível de certificação em turismo sustentável no pais, chamado de “cinco folhas”.
1. Como não há energia elétrica disponível no local a arquitetura maximiza a utilização de iluminação natural.
2. Sistema solar de aquecimento de água.
3. Toda a iluminação tem manutenção controlada e é feita com lâmpadas de baixo consumo de energia.
4. Equipe é treinada para minimizar o consumo de energia.

Campi ya Kanzi no Quênia, operado em sociedade por uma empresa privada e um grupo Maasai
1. Toda a fonte de energia é renovável a partir de painéis solares (fotovoltaicos)
2. Toda a climatização é natural, portanto não há ar condicionado.
3. Toda a iluminação é natural, à exceção de lanternas com baterias recarregáveis para a noite.

“Desde o começo de nosso projeto, sempre tivemos em mente um importante objetivo em mente: deixar o menor rastro de nossa existência, tanto quanto fosse possível.” Glen Jampol – proprietário do Finca Rosa Blanca Country Inn

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Google AdWords. Multiplicando o alcance de suas campanhas de marketing


Você já sabe que em termos de página de busca não há competição. Já há até uma expressão em inglês que identifica a pesquisa na internet, Goggle It. Também sabe que a empresa Google é um gigante da tecnologia de informação. O que talvez você não saiba é que a Google tem excelentes ferramentas para você criar e monitorar campanhas de comunicação e marketing pela Internet. Já falamos nesse blog sobre o monitoramento da visitação de sítios eletrônicos, em que você usa uma ferramente chamada Google Analytics. Clique aqui se você não leu esse artigo.

Vamos falar agora do Google AdWords e das possibilidades de utilização desta ferramenta. Se você já ouviu falar do AdWords é bem possível que tenha feito pesquisas e orçamentos com o objetivo de estudar a possibilidade de usar uma parte dos seus recursos de marketing com campanhas na Internet.

Mas se ainda não ouviu falar do Google AdWords ou se ainda não se convenceu dos resultados que podem ser alcançados com ele, vale a pena ler esse artigo e ver os interessantes vídeos que separamos.

Começando pelo básico, o Google AdWords é uma ferramenta que permite que você crie campanhas de comunicação e marketing na Internet, a partir do melhor posicionamento do endereço do seu sítio eletrônico na página de busca do Google.

São diferentes portanto dos resultados mostrados pelo Google Orgânico, que são aqueles links que você encontra quando faz uma pesquisa na página de buscas.

Os resultados do Google AdWords também aparecem na pesquisa do Google, mas em destaque nas primeiras linhas e no lado direito da página. Digite "pousada" ou "pousada no brasil" ou "pousada rio de janeiro", por exemplo, e veja como alguns sítios sempre aparecem melhor posicionados do que outros.

Esses resultados são fruto do cruzamento entre a palavra chave que você digitou e as palavras-chave que estes anunciantes bem posicionados incluiram em suas campanhas. Isso significa que as campanhas do AdWords são altamente segmentadas, porque você pode anunciar, exatamente, os serviços e produtos que as pessoas estão procurando.

Por isso mesmo, umas das primeiras dicas para o uso eficiente do AdWords é usar palavras-chaves que especificam o que você está promovendo. Portanto ao invés de só colocar Pousada ou Ecopousada, coloque Pousada Tibau do Sul ou Ecopousada Praia do Rosa. Veja o vídeo abaixo e outros da Google Brasil para outras dicas de uso eficiente e otimização das campanhas do AdWords clicando aqui. 




Gostou do vídeo? Então vamos tratar, agora, do pagamento dos anúncios do AdWords, que são chamados links patrocinados. Primeiro, e talvez mais importante, é que você paga pelo número de cliques que potenciais hóspedes fazem nos links patrocinados. O preço de cada clique é definido por um leilão entre você e outros assinantes que usam a mesma palavra-chave. Aquele que pagar mais aparece na primeira linha, o segundo na segunda e assim por diante.

Para que não gaste mais do que tem reservado, você define o orçamento de acordo com seus recursos. Como os anúncios são feitos em campanhas, portanto limitadas por um período de tempo que você também define, os orçamentos são diários. Mas você pode mudá-los com apenas alguns cliques. Digamos que você tenha um orçamento de R$ 300,00 para 30 dias de campanha, portanto pretende gastar até R$ 10,00 por dia. Seus links patrocinados são automaticamente retirados da lista assim que o número de cliques em determinado dia exceder R$ 10,00, voltando a aparecer apenas no dia seguinte.

Se você já utilizou ou está começando a utilizar o Google Analytics, percebeu como é interessante essa ferramenta. No Google AdWords você pode monitorar suas campanhas com gráficos e informações iguais as do Analytics. Assim você vai com o tempo aprendendo quais são as melhores palavras-chave, quais as melhores épocas para anunciar, quais mercados são os mais interessantes para o seu PMH, etc.

Legal o Goodle AdWords, não? Poderíamos gastar vários outros parágrafos sobre as possibilidades dessa ferramenta, mas vamos esperar um tempo para voltar a falar dele. Depois que você tiver feito uma campanha, pesquisado outros vídeos e esteja mais experimentado com o Google Analytics.

Enquanto isso veja esse vídeo sobre o caso de sucesso da Trip Linhas Aéreas com a utilização do AdWords e até a próxima.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Certificação em turismo sustentável para PMHs

A partir de Janeiro, uma equipe de conteudistas do Programa Pequenos e Notáveis irá se debruçar sobre o Programa de Certificação em Turismo Sustentável - PCTS com o intuito de produzir o Manual de Gestão da Sustentabilidade, que será disponibilizado para os destinos beneficiados pelo programa em via impressa, e também para todos os pequenos meios de hospedagem brasileiros em formato PDF por meio de download no portal da ABIH na Internet.

O objetivo deste manual é traduzir em termos práticos o que é um sistema de gestão da sustentabilidade baseado na Norma ABNT NBR 15.401, de forma que os empresários de PMHs possam observar, a partir de exemplos de boas práticas do setor e de outros setores que se apliquem aos PMHs, como desenvolver ações contínuas de gestão da sustentabilidade.

O manual é mais um esforço no sentido de popularizar a norma e auxiliar os pequenos meios de hospedagem brasileiros a se diferenciar e para abrir novos mercados e conquistar novos clientes, como afirma a EcoBrasil, primeira organização não-governamental de ecoturismo do Brasil, responsável pela execução de uma série de projetos em termos de ecoturismo e turismo sustentável no Brasil.

A norma brasileira de certificação em sustentabilidade para meios de hospedagem está alinhada com os mais modernos processos de certificação do mundo, segundo a EcoBrasil, porque atende aos Critérios Globais para Turismo Sustentável, fruto de uma aliança de 27 organizações internacionais como Rainforest Alliance, The International Ecotourism Society, PNUMA e UNWTO. Esta aliança objetiva incentivar os muitos programas nacionais e regionais de selos e certificação em turismo sustentável e ecoturismo a juntar esforços, e facilitar aos turistas internacionais ter uma referência conhecida e confiável para avaliar a sustentabilidade na escolha de viagens.

Como você já tem percebido, temos publicado aqui neste blog notícias e informações relacionadas aos temas que debateremos em maior profundidade nos cursos que o Pequenos & Notáveis executará em 2011. Portanto, clique aqui e leia uma entrevista feita pela Ecobrasil sobre o PCTS, com os proprietários do Hotel Canto das Águas, em Lencóis na Bahia. O Canto das Águas foi o primeiro meio de hospedagem a obter a certificação ABNT NBR 15.401.

Em seguida, assista ao vídeo feito pelo programa Cidades e Soluções da Globo News sobre a certificação em turismo sustentável no Brasil e veja como já temos excelentes práticas de gestão da sustentabilidade em pequenos meios de hospedagem no Brasil. O vídeo inclui uma conversa entre André Trigueiro, apresentador do programa e Roberto Mourão, fundador da EcoBrasil e consultor integrante da Unidade Executora do Programa de Certificação em Turismo Sustentável - PCTS.

Tenha uma boa e sustentável viagem!