segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Empreendedorismo: aprendendo com tentativa e erro

Você já sabe o que é ser um empreendedor, porque é um.

Portanto não vamos gastar tinta descrevendo as qualidades e as competências de um empreendedor, mesmo porque dificilmente conseguiremos descrever as diferentes características de cada tipo de empreendedor.

Mas, vamos discorrer sobre uma teoria sobre as formas com que os empreendedores decidem montar uma empresa e como tomam decisões na administração do negócio.

A professora e pesquisadora Saras Sarasvathy, desenvolveu a teoria da abordagem efetiva, que observa que o empreendedor estabelece um conjunto de processos decisórios em situações de incerteza. Esse conjunto de processos não estaria baseado em predições ou análises sobre os cenários futuros. Na abordagem efetiva o empreendedor entende que, como não pode controlar o futuro, não há necessidade de tentar predizer o que acontecerá.

Essa abordagem, portanto se opõe à lógica causal, na qual a predição do futuro garante ao empreendedor a capacidade de controlar o futuro. Dessa maneira, é fundamental a construção de planos de negócios, pesquisas de mercado e tantas outras observações sobre a situação atual, suas causas e os cenários futuros.

Para chegar a essa teoria a Dra. Sarasvathy fez uma pesquisa, por meio de entrevistas, com uma série de empreendedores que ela chama de "experts", porque possuem vários anos de experiência na gestão de empresas, com histórias de fracasso e sucesso, mas que aprenderam com o tempo a administrar bem suas empresas.

Os princípios da teoria da abordagem efetiva no empreendedorismo podem ser resumidos nos seguintes princípios.

Princípio do pássaro na mão: quem sou eu, o que eu posso fazer e quais recursos estão disponíveis para mim? (Diferentemente de pré-determinar metas).

Princípio das perdas aceitáveis:
o que eu posso dar ao luxo de perder? (Não foque no que você espera ganhar).

Princípio da colcha de retalhos:
quem eu conheço que pode me ajudar? (Escolha seus parceiros no negócio com cuidado).

Princípio da limonada: contingências como despesas não previstas são comuns, e até fracassos, portanto não evite encará-los.

Princípio do piloto no comando do avião:  o futuro consiste naquilo que criamos, e não em tendências inevitáveis.

A teoria da abordagem efetiva se espelha na sua maneira de administrar seu pequeno meio de hospedagem?

Vamos em outras oportunidades discorrer sobre outras questões abordadas pela professora Saras Sarasvathy, em suas pesquisas e observações sobre como o empreendedor administra empresas.

Eu não falhei 700 vezes. Eu não falhei nenhuma vez. Eu consegui ter sucesso em provar que aquelas 700 formas não funcionam. Quando eliminar as formas que não funcionam, encontrarei a forma como irá funcionar. Thomas Edison, considerado o maior inventor de todos os tempos.
parte de perguntas como quem eu sou, o que eu sei, e quem me conhece.


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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Você precisa de que tipo de inovação?

Há cerca de dez dias publicamos um post inspirado em um artigo da série de melhores da Escola de Negócios de Harvard, que trata sobre a inovação. Esse artigo intitulado Implementando a Inovação, tratava entre outras coisas sobre a importância de entender que tipo de processo de inovação você precisa para lidar com certa situação.
Segundo os autores desse artigo, é preciso estabelecer as diferenças entre uma idéia que objetiva melhorar um determinado aspecto do seu pacote de serviços e outra que propõe um novo aspecto do seu pacote de serviços. A primeira é chamada de incremental, porque melhora ou incrementa o serviço. A segunda é chamada arquitetural, porque inclui um novo aspecto na estrutura do seu pacote de serviços.

As idéias incrementais tendem a ser mais pragmáticas, geralmente possuem um menor risco e são menos complexas para operacionalizar, ao contrario das arquiteturais. Por isso é importante estabelecer processos diferentes de inovação, embora utilizando a mesma equipe, para que se compreenda a importância das duas.

Nem tão importante assim
Adriano Lima, consultor em inovação e solução de problemas, de outro lado, acredita que "as empresas gastam um tempão (inútil) brigando para classificar coisas como inovações ou melhorias. Pura perda de tempo. No lugar de focar no resultado acabam se perdendo em muito ao detalhamento burocrático do processo."

De toda forma, Adriano considera que pensar que uma empresa precisa investir em todo e qualquer tipo de inovação está errado. É preciso definir um foco, que pode estar em:

1. inovação em gestão: como gerenciar os recursos da empresa;
2. inovação no modelo de negócios: como vender;
3. inovação nas ofertas de produtos e serviços: o que vamos vender;
4. inovação na operação: como vamos trabalhar.

Depois de definido o foco, é preciso entender que tipo de inovação é essa:

1. novo para uma área/departamento/unidade;
2. novo para a empresa;
3. novo no setor que a empresa atua;
4. novo no mercado.

Utilizando um exemplo já abordado em nosso post anterior, decidir servir almoço ou jantar em seu pequeno & notável meio de hospedagem é uma inovação na oferta de produtos e serviços e é ao mesmo tempo novo para a empresa, é novo em um departamento (alimentos e bebidas) e provavelmente novo no mercado, se você se concentrar sua análise no mercado do seu destino, em que não há outros PMHs fazendo o mesmo.

Se de outro lado, você já tem um restaurante associado ao seu PMH, mas vai implantar somente agora um sistema de reservas para ele, quando você já o possui para o serviço de hospedagem, isso quer dizer que você está fazendo uma inovação na operação que é uma novidade para um departamento da empresa.

Interessante pensar sobre essas questões, concorda?

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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Reuniões como um recurso para aumentar a produtividade


É preciso compreender como tirar proveito de reuniões.

Depois que passamos a tornar a administração das empresas mais horizontal e com decisões mais colaborativas e democráticas, as reuniões passaram a ter importância maior, porque necessitam ser realizadas entre um maior número de pessoas, e com maior expressão de opiniões e compartilhamento de conhecimentos.

Mesmo que você tenha um pequeno meio de hospedagem com uma equipe reduzida, o que portanto pode fazer com que os processos decisórios sejam feitos em conversas informais regulares, é importante que seja estebelecido um calendário, tanto para tratar assuntos estratégicos, como para que os profissionais de diferentes possam compreender toda a complexidade do trabalho e atue no sentido de buscar soluções em conjunto.

Mas, para que as reuniões sejam realizadas de maneira produtiva, sem excessos de datas e acabem por se tornar um fardo, na opinião de sua equipe, você deve estudar como você as realiza e tomar uma série de atitudes para melhorar a qualidade e a produtividade delas.

Para nos ajudar a construir esse racioncáio vamos utilizar as dicas de outro dos artigos da série Gestão Orientada para Resultados da Escola de Negócios da Harvard (Harvard Business School), como fizemos na Semana da Competitividade. O artigo chamado Como tirar proveito das reuniões foi escrito pelo jornalista Tom Krattenmaker
Calcule quanto valem suas reuniões

Para que você compreenda a importância das reuniões, você pode começar a calcular quanto elas valem. Calcule quanto vale a hora de trabalho de cada um dos membros da sua equipe e multiplique esse valor pelo número de horas em reunião que cada um participa por mês ou por ano.

Não convoque reuniões sem propósito

Os assuntos a serem tratados na reunião podem tratados de outra maneira?
Todas as pessoas convocadas realmente devem participar?
As pessoas tiveram informações susficientes para se preparar para a reunião?

Não deixe espaço para discussões dispersivas

Estabeleça objetivos claros
Discuta e decida; ou
Discuta e monte um plano; ou
Discuta e identifique obstáculos principais.

Gaste tempo para poupar tempo

Estabeleça uma pauta objetiva
Comunique o calendário de reuniões e suas pautas nos diferentes mecanismos disponíveis

Anote as digressões e não permita “falastrões”

Questões que fogem à pauta devem ser anotadas para serem tratadas em outras reuniões
Faça interrupções quando “falastrões” dificultarem a participação de outras pessoas
Convide oradores resistentes para emitir suas opiniões


Estabeleça procedimentos para horários e dias de reuniões

Defina os dias em que pode ou não pode haver reuniões
Defina os melhores horários para reuniões

Tom Krattenmaker é redator freelance e diretor de noticiário e informações do Swarthmore College, próximo a Filadélfia.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Exemplo de programa de responsabilidade social


No turismo solidário a idéia central é empreender ações no sentido de congregar pessoas físicas e/ou jurídicas dispostas a conhecer de perto a realidade de famílias e comunidades que vivem em determinado destino turístico, com o objetivo de colaborar para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento humano e social comunitário.

É a partir deste conceito, que uma operadora de receptivo de um dos mais interessantes destinos ecoturístico do Brasil, desenvolve um programa exemplar de responsabilidade social. A Travessia Ecoturismo, localizada na Chapada dos Veadeiros, já executou, desde 2005, em parceria com empresas estrangeiras e brasileiras uma série de 16 ações, que somadas impactam .

As boas práticas desenvolvidas pela Travessia não são somente um exemplo para operadores de receptivo, mas podem certamente ser desenvolvida por pequenos meios de hospedagem individualmente ou em parceria com outras empresas do destino, inclusive operadoras de receptivo, equipamentos gastronômicos, atrativos turísticos, transportadoras, entre outros.

As ações da Travessia foram, principalmente, reformas de escolas e postos de saúde encontrados em vilarejos localizados em locais remotos da Chapada dos Veadeiros, mas também ajudaram associações locais a desenvolver planejamento estratégico.

A seguir estão listadas as ações mais interessantes que a empresa desenvolveu com seus parceiros. Essas ações, para além da responsabilidade que os empresários consideram fundamental, também gera mídia espontânea e credibilidade para a empresa junto a seus clientes interessados em comprar produtos e serviços de empresas responsáveis e com ações práticas . Boa parte das ações foram patrocinadas, a partir de parceria da operadora com operadoras emissivas especialistas em projetos dessa natureza.

Reforma das escolas Veredas, do Sertão, de Lages, do Engenho, do Forte, São Domigos, em parceria com a Cancer Research UK Bob Moore Fund.

Planejamento Estratégico da Associação de Condutores de Visitantes da Chapada dos Veadeiros ACVCV e da Associação Kalunga - HSBC e Next Generation

Projeto de sinalização turística (em inglês) do centro de visitantes do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Austin College Texas

Construção de posto de saúde no Engenho no Território Kalunga - Simply Health

Equipagem do posto de saúde no Engenho no Território Kalunga e doação de materiais escolares e parquinho para a Escola Veredas- Venturas & Aventuras

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Email marketing ético e responsável

Email marketing é uma super ferramenta para que você mantenha relacionamento com seus clientes e os mantenha atualizados sobre novidades, promoções, eventos e toda sorte de informações que julgue importante para eles.

Entretanto, você não pode perder de vista as boas práticas na execução de uma campanha de email marketing, sob pena de seus clientes passarem a não mais se interessar por receber suas notificações ou mesmo de desconsiderar seu pequeno & notável meio de hospedagem quando visitar novamente o destino.

Além disso, você pode perder aquele potencial alvo que nunca chegou a ser seu cliente, mas que se deparou com uma série de mensagens suas no lixo eletrônico, sem que ele ao menos saiba como você conseguiu o endereço de email.

Pensando em ajudar empresas a utilizar campanhas de email marketing de maneira ética, pertinente e responsável uma série de associações representativas do setor de marketing e de outros setores se juntaram para criar um código de autorregulamentação para a prática de email marketing.

Neste código, que foi elaborado, dentre outras, pela Associação Brasileira de Marketing Direto - ABEMD, a Associação Brasileira das Agências Digitais - ABRADI, a Associação Brasileira dos Provedores de Internet - ABRANET,  e da Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente - ABRAREC, é importante destacar o item 3, que apresenta os requisitos de um email marketing ético. Dentre os requisitos merecem destaque:

O rementente deverá enviar a mensagem a partir de endereço com domínio próprio, por exemplo, atendimento@pousadatal.com.br;

O campo assunto deve estabelecer uma mensagem clara, que identifique do que se trata o conteúdo do email marketing;

O remetente deve disponibilizar ao destinatário uma ferramenta de descadastramento e informar o prazo de remoção do endereço de email da base de dados.

O corpo da mensagem deverá conter, além da identificação do Remetente, recurso que possibilite o descadrastamento (Opt-out), sendo que este recurso deverá ser apresentado na forma de link para descadrastamento e pelo menos mais uma alternativa de contato para a mesma finalidade, a critério do Remetente, desvinculada de qualquer link passível de utilização pelo usuário.

Exemplo:
[Nome do Remetente]
Você está recebendo este e-mail porque se cadastrou ou tem relacionamento com a (o) [nome do Remetente] através do endereço eletrônico: [destinatario@exemplo.com.br] Se você não deseja mais receber nossos e-mails, cancele seu recebimento aqui. Se preferir, entre em contato através do(a) telefone, email, fax, sms, carta ou qualquer outra forma disponibilizada para descadastramento.

Visite o sítio da ABEMD e conheça o código na íntegra.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quantos vídeos você já postou no Youtube ?

O Youtube é hoje o segundo mais importante buscador no mundo, atrás apenas do Google. Impressionante, não?

Isso significa que boa parte de seus potenciais hóspedes procuram vídeos sobre pequenos meios de hospedagem no Youtube.

Portanto, se você ainda não contratou uma produtora está diminuindo a competitividade do seu negócio, consequentemente novos hóspedes e finalmente dinheiro.

Mas, para se certificar de que esse pode ser um bom investimento, faça um teste. Se você tiver uma câmera com boa qualidade em filmagem, faça um vídeo da pousada mostrando os quartos, as áreas comuns e alguns dos principais atrativos do seu destino. Na Internet existem diversos programas gratuitos que você pode baixar para editar seu vídeo e colocar uma trilha sonora.

Depois publique esse vídeo no Youtube e acompanhe o número de visualizações e comentários.

Agora se você está convencido que a Internet é fundamental para o seu negócio, está cada vez mais investindo em redes sociais virtuais, Google AdWords e outros aplicativos e ferramentas de comunicação e marketing, talvez esteja na hora de contratar uma empresa para fazer vídeos profissionais do seu pequeno e notável meio de hospedagem.

Para te ajudar a pensar sobre isso, clique aqui e veja esse vídeo de apresentação das ferramentas que o Youtube disponibiliza para empresas se comunicarem melhor com os usuários da plataforma, e ainda casos de sucesso de empresas publicando vídeos no Youtube.

Alguns pequenos e notáveis meios de hospedagem já estão produzindo eficientes conteúdos para o Youtube que podem ainda qualificar a informação do sítio eletrônico e das redes sociais virtuais.

Veja, por exemplo, esse vídeo da Pousada Paraíso em Petrópolis - RJ, que conta com boas imagens e trilha sonora, apresentação competente, e informações sobre as atividades, os serviços e a infra-estrutura da pousada.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lançamento do Programa Pequenos & Notáveis no Ceará



Nas primeiras ações de campo do Programa Pequenos & Notáveis, que acontecerão nas 12 cidades sede do mega evento esportivo que sediaremos em 2014, nossos objetivos principais são:

1. Apresentar o programa aos empresários de pequenos meios de hospedagem das cidades sede e dos destinos do entorno.
2. Escutar e identificar as opiniões e sugestões dos presentes sobre as ações do programa.
3. Iniciar o processo de formação de uma rede de pequenos meios de hospedagem no Ceará.
4. Realizar pesquisa diagnóstica que subsidiará importantes ações de qualificação para o setor nos próximos anos.
5. Implementar o processo de mobilização para as ações do programa nas cidades sede e dos destinos do entorno.

O lançamento do programa acontecerá em Fortaleza no dia 02/02 (quarta-feira), das 14 as 18hs, no auditório da sede do SEBRAE/CE. Avenida Monsenhor Tabosa, 775, Praia de Iracema.

Participe e faça o giro certo, confirme sua presença.

RSVP - Daniela Teixeira
Email: assessoria.ibh@abih.com.br / Fone: 61 3327-7290

O programa já foi lançado no final do ano passado em Cuiabá, Belo Horizonte e Recife.

Leia depoimentos de quem já participou.

“O turismo rural vem despontando como roteiro turístico em todo o mundo e, por isso mesmo, o Programa de Qualificação de Pequenos Meios de Hospedagem é de uma importância impar para o nosso segmento. Até então tínhamos a maior dificuldade de conseguir parceiros para capacitar profissionalmente os gestores de nossos 23 associados. Também acredito que esse projeto será um marco para os pequenos empreendimentos que ficam a cerca de 100 km de Recife, já que com qualidade no atendimento, podemos contribuir com os esforços institucionais da Secretária de Turismo do estado, em promover o destino Pernambuco, absorvendo não só a demanda por um tipo específico de hospedagem, mas recebendo os hóspedes que não encontram vagas em cidades como Olinda, por exemplo.”

Maria Thereza Chaves Fiúza - Presidente da Associação Pernambucana de Turismo Rural e Ecológico – APETURR

“O projeto é de suma importância para nossa região. Não só para receber os turistas que vierem para Recife em função da Copa do Mundo, mas para colocar o estado de Pernambuco em pé de igualdade competitiva tanto como destino, quanto na qualidade dos serviços prestados pela hotelaria”

Ângelo Gustavo Lins - Representante do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Olinda


COLABORE COM O PROGRAMA

Antes mesmo de participar do evento, você já pode começar a colaborar conosco. Suas sugestões, críticas e opiniões são fundamentais.

Faça comentários no blog ou mande-nos um e-mail.

Se estiver trabalhando nas redes socais, siga-nos no Twitter e seja nosso amigo no Facebook.


PROGRAMA PEQUENOS E NOTÁVEIS

Fruto de trabalho conjunto entre o SEBRAE, a ABIH e o IBH, o Programa Pequenos Notáveis foi desenvolvido em razão de grandes desafios que os pequenos meio de hospedagem brasileiros tem à sua frente:
1. Manter-se competitivo em um cenário de disputa internacional;
2. Combinar rentabilidade e aumento da ocupação com um sistema de gestão da qualidade eficiente;
3. Desenvolver um sistema de gestão da sustentabilidade adequado às suas necessidades e limitações;
4. Fazer com que o negócio alcance os desejos dos empresários, hóspedes, funcionários e parceiros.

O programa originou-se, a partir da missão da ABIH Nacional, que é representar os interesses e promover o desenvolvimento sustentável dos meios de hospedagem e do setor de turismo, na promoção de um ambiente favorável aos negócios, à competitividade e à qualificação permanente das empresas, pessoas, processos e serviços. Em função disso, estabeleceu parceria com as ABIHs estaduais, o SEBRAE Nacional e suas representações estaduais, para executar o Programa Nacional de Qualificação de Pequenos Meios de Hospedagem, também conhecido por sua alcunha, Pequenos & Notáveis.

A ABIH Nacional articulou o desenvolvimento e viabilizou boa parte dos recursos financeiros do programa, e está também auxiliando os processos de mobilização.

O SEBRAE Nacional viabilizou a maior parte dos recursos financeiros do programa e disponibilizou uma série de mecanismos de gestão e inovação a serem utilizados nas atividades de qualificação e capacitação.

O SEBRAE/CE e a ABIH/CE estão auxiliando os processos de mobilização e viabilizando recursos para as ações presenciais do programa.

O Instituto Brasileiro de Hospedagem - IBH está executando o programa.

Conhecendo o grau de influência e a reverberação de suas tweetadas

Seguindo X pessoas, com # seguidores, 1XY tweetadas por mês, Z retweets por dia, Y novos seguidores por semana...

Se você já começou a fazer essas contas, vai se interessar deveras por uma série de aplicativos desenvolvidos para o Twitter que fazem estatísticas do seu desempenho no Twitter à distância de apenas 01 clique e alguns mintos para entender o aplicativo e os seus números.

Estes aplicativos investigam a sua popularidade no Twitter, o grau de influência de suas tweetadas, se sua empresa é ativa em comparação com outras, mostra que horas você normalmente posta, a frequência de suas postagens, ou até um perfil piscológico baseado na padrão da sua utilização.

O que é muito interessante em boa parte desses aplicativos é que são de uma simplicidade assustadora para se usar. Você não precisa instalar ou fazer download de nenhum aplicativo, eles tem tutoriais e explicações muito simples sobre os recursos e sobre o que cada um deles analisa.

Caso as explicações ou os tutoriais não sejam suficientes para você compreender suficientemente bem as análises, sempre há a opção de recorrer aos vídeos postados no Youtube sobre o aplicativo. Muitos deles serão em inglês, mas já existem alguns profissionais postando vídeos em português com explicações e dicas sobre esses aplicativos. Vai dar um pouquinho mais de trabalho, mas vale a pena.

Vamos a eles então. Testamos alguns aplicativos bem recomendados no OneForty e separamos os que achamos mais interessantes.

TweetStats

Com esse aplicativo você pode ver quantos tweets fez por mês, e o que eles geraram de respostas e retweets. Mas, mais interessante, ele mostra quem são as pessoas, empresas e entidades quem mais retweetam ou respondem aos seus tweets. Pode ainda ver que horas você mais tweeta, uma comparação entre o número de tweets feito no smartphone, em outro aplicativo ou no computador.

Twitalyzer

Também muito bacana, o Twitalyzer te mostra um indicador que chama de impacto, apresentado em porcentagem que combina os seguintes fatores para chegar à sua pontuação:
o número de citações e referências à sua conta
a frequência com que suas postagens são retweetadas;
a frequência com que você retweeta outros usários;
a frequência com que você tweeta.

Além desse indicador ele ainda faz uma comparação entre o seu indicador e o de outros tantos usuários que já utilizaram o mesmo aplicativo.

Twitter Grader

O Twitter Grader também utiliza uma série de fatores para gerar um indicador que ele chama de grau e aparece em termos percentuais como o Twitalyzer. Segundo seus desenvolvedores estes fatores são analisados da seguinte maneira:

1.Número de seguidores: um maior número de seguidores mais leva a um maior grau.

2.Poder de seguidores: se você tem pessoas com um alto grau seguindo você, isso conta mais do que aqueles com um baixo grau te seguindo.

3.Atualizações: mais atualizações geralmente levam a um grau superior - dentro de um senso razão. Segundo os desenvolvedores, isso não significa que você deve ser tweettar freneticamente, porque isso não vai alterar o seu grau.

4.Atualize Recente: usuários que usam frequentemente o Twitter costumam receber notas mais altas.

5. Relação entre o número de você seguem e de pessoas que te seguem: quanto maior a taxa, melhor. No entanto, o peso desse fator em particular diminui à medida que o usuário acumula pontos para outros fatores (portanto, quando um usuário chega a um nível elevado de seguidores ou um elevado nível de influência,a relação passa a ter um peso menor).

6. Engajamento: quanto mais tweets de um determinado usuário são retweetados, ou quanto mais vezes são citados, maior o grau.Além disso, o valor do engajamento é maior com base em quem está te seguindo e te citando ou retweetando.

Além do grau, o Twitter Grader também te dá dicas para melhorar o seu desempenho com base nos seus números.

TweetReach

Finalmente, o TwitterReach, calcula quantas pessoas você alcançou com seus últimos 50 tweets.

Vamos ficando por aqui, mas na semana que vem tem mais. Vamos testar aplicativos mais complexos na análise do seu uso do Twitter e publicar uma avaliação deles.
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Otimizando o uso do Twitter

Esta, ao lado, é a logomarca do TweetDeck, um aplicativo para o Twitter que pode ser usado em desktops ou em smartphones, para gerenciar sua(s) conta(s) do Twitter sem que você tenha que utilizar um navegador, portanto, a partir de uma outra interface.

As características mais elogiadas do TweetDeck são, para quem utiliza com frequência o Twitter, a visualização mais organizada e adequada dos tweets, dos contatos e de outras ferramentas, que são divididos em colunas. Assim, você pode na mesma tela deixar uma coluna com os tweets dos seus amigos, outra com os seus tweets, outra com os mentions e outra com uma busca que você esteja fazendo.

Você ainda muda a organização das colunas, tira uma ou insere outra com apenas 01 clique. Outros recursos

Outros aplicativos desenvolvidos com o mesmo fundamento são o Seesmic Desktop, que tem painéis bem customizáveis e facilita a utilização de diferentes contas na mesma interface; o Twitter Fox, principalmente para quem utiliza o Mozila Firefox como navegador; o Pluggio, que permite que você facilmente adicione pessoas à uma conversa, publique simultaneamente no Twitter, no Facebook e no LinkedIn, ou que encurte a URL ali mesmo;  o Digsby que permite monitorar, na mesma interface, Twitter, MSN, Google Talk, Yahoo, Facebook, etc; entre tantos outros.

Mas, o bacana dessa história dos aplicativos para o Twitter é que já foram produzidos, por empresas ou desenvolvedores independentes, milhares deles. Você pode escolher aqueles que são mais adequados ao seu estilo, seu conhecimento sobre Internet e TI, mas também às suas necessidades. Nós estamos utilizando o TweetDeck para gerenciar a conta do Pequenos & Notáveis, justamente porque foi ele quem, até agora, se adequou às nossas necessidades, estilo e conhecimento.

Para um pequeno & notável meio de hospedagem, pode ser interessante, por exemplo, um aplicativo que permita subir (upload) fotos. Para alguns gerenciadores pode ser legal também um aplicativo que permita uma eficiente sincronização entre as atividades do seu smartphone com as do desktop. Assim, mesmo que duas pessoas, digamos você e seu gerente, controlem em horários diferentes as respostas no Twitter, um ficará sabendo com segurança o que já foi tweetado e o que não foi.

Outros recursos interessantes destes gerenciadores são: a possibilidade agendar uma publicação (com data e hora exata); a organização dos tweets por grupos; investigar o que seus clientes e amigos estão dizendo; compartilhar aquivos.

Um desafio, para quem não tem facilidade com inglês, é que os aplicativos mais bacanas são na língua universal da Internet. Mas, utilizando o Google Translate e com um pouco de paciência, em pouco tempo você nem vai perceber que o programa é em inglês.

Então se você se vira bem com inglês e quer testar diferentes aplicativos para o Twitter e outras redes sociais e ferramentas de comunicação na Internet visite o OneForty, um sítio eletônico dedicado a noticiar e analisar aplicativos.

No mesmo sentido, se te interessanta aprofundar no assunto e entender a respeito de estratégias e tendências atuais, procure livros e especialistas que falam sobre redes sociais virtuais na Internet. Esse artigo utilizou importantes informações registradas no livro de Tamar Weinberg, As Novas Regras da Comunidade: Marketing na Mídia Social.

Amanhã vamos falar sobre aplicativos  que permitem observar qual sua popularidade e o alcance de suas campanhas
no Twitter.

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sustentabilidade = mídia espontânea em diferentes meios de comunicação

Investir em sustentabilidade não é apenas questão de legalidade ou uma responsabilidade das empresas, mas um ótimo objeto para mídias espontâneas, aquelas matérias, notícias, publicações ou outras ações de comunicação não pagas e, muitas vezes, de iniciativa dos próprios meios de comunicação.

Senão vejamos, que outro aspecto de pequenos meios de hospedagem poderia ser utilizado por uma revista que tem como objeto de suas publicações o bem estar e a saúde das mulheres, se não forem as iniciativas verdes destes negócios? Os PMHs com melhores e mais diversificados equipamentos de malhação? Ou PMHs localizados em lugares propícios à prática de ecoturismo e turismo de aventura?  

Talvez. Mas nenhum desses temas terá a amplitude e a diversidade de meios de comunicação que a política ou as ações de sustentabilidade terão.

Na edição de janeiro deste ano da Women's Health Brasil, a revista dedicou 04 páginas, entre fotos e textos, para destacar 04 pequenos meios de hospedagem brasileiros por suas ações de sustentabiilidade ambiental. Chamando as ações de cada PMH como pacote sustentável, as jornalistas Gislene Pereira e Juliana Diniz escolheram os empreendimentos, a partir daqueles que receberam o selo de sustentabilidade do Guia 4 Rodas Brasil 2011.

Além de listar os pacotes sustentáveis, a matéria destacou as atrações naturais dos destinos em que os PMHs estão localizados, a infra-estrutura e os excelentes serviços dos PMHs, além de listar seus contatos.

Vamos a seguir transcrever apenas algumas das ações dos "pacotes sustentáveis" de cada um dos 04 PMHs. Viste os sítios eletrônicos destes empreendimentos e de outros listados pelo Guia 4 Rodas para buscar boas práticas e inspiração para novas ações de sua política de sustentabilidade.

Pousada do Toque em São Miguel dos Milagres - AL
Projeto Social Toque de Taipa foi desenvolvido a fim de beneficiar a comunidade local - que forma a base dos funcionários da pousada. Atividades educativas como oficinas de leitura para crianças, jovens e adultos fazem parte do projeto.

Pousada Solar do Mirador em Imbituba - SC
A arquitetura foi projetada para preservar a Mata Atlântica e conter o desperdício de energia. A fim de interferir o mínimo possível no curso das águas da chuva, os bangalôs são construídos em forma de palafita, e os caminhos para percorrer a pousada, feitos com pedras do próprio local. Além disso, boa parte das áreas comuns possui paredes envidraçadas para aproveitar a luz solar ou recebe acabamento de reboco de barro, um isolante térmico.

Hotel Rosa dos Ventos em Teresópolis - RJ
O Hotel foi pioneiro no uso de energia solar do país e as torneiras são bastecidas com água mineral fluoretada.

Pousada Ronco do Bugio em Piedade - SP
Uso de fonte energética alternativa, tratamento de ar com sistema natural de purificação e plantio de árvores nativas.

Neste momento que vivemos, em que toda a sociedade mundial se vê desafiada a mudar seus modelos de desenvolvimento, em função dos impactos ambientais que o sistemas ambientais não mais conseguem absorver, esses investimentos são ainda mais potencialmente multiplicadores.

Isso porque a questão ambiental é notícia, em qualquer de seus aspectos, sejam os impactos resultantes das ações humanas, os fenômenos naturais (furacões, terremotos, vucões, tempestades, etc.), ou as ações rumo a sustentabilidade feitas por governos, empresas, entidades e pessoas.


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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cidades criativas brasileiras

Qual é a sua responsabilidade em aumentar a criatividade do destino em que está localizado seu empreendimento, e com isso transformá-lo em um "lugar para trabalhar, morar e se divertir, onde as coisas acontencem e se transformam com incrível dinamismo", como diz Ana Carla Fonseca (1), especialista em economia da cultura?

Empresários e cidadãos de algumas cidades mundo afora e também do Brasil entendem que suas responsabilidades são totais e estão se movimentando para cada vez mais transformar o organismo vivo que são as cidades em laboratórios de experimentação e inovação.

Clique aqui para ler, na íntegra, a excelente matéria de Tatiana Achcar para o portal Época Negócios, que destaca a criatividade no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, e as cidades de São Paulo, Paraty e Guaramiranga.

Como se desenvolvem as cidades criativas?
O consultor Charles Landry (2), inventor do conceito de cidade critativa, considera que a questão que se coloca, hoje em dia, quando se pensa em planjeamento de cidades e a transformação dessas em lugares onde as pessoas se sintam realizadas e consigam dar vazão a sua criatividade e em consequência ajudar a resolver os problemas urbanos é "o que está para acontecer?" ou "onde vamos?". Para Landry, isso será alcançado se conseguirmos evoluir da fragmentação do conhecimento para o cruzamento do conhecimento. Em suas próprias palavras: "todos nós sabemos o que nós sabemos, mas o interessante é o que fazemos em conjunto com os diferentes conhecimentos".

Para fazer esse trabalho em conjunto, Landry considera que é necessário implantar e desenvolver uma estrutura organizacional que ele chama de burocracia criativa, o que poderia parecer uma contradição, mas que na verdade significa utilizar o elemento positivo central da burocracia, ou seja, a capacidade de executar ações, para permitir não só a produção, mas a implantação de souções criativas.

Qual o papel de empresários do setor de turismo no desenvolvimento de cidades criativas?

Além da gestão pública e de entidades do terceito setor, o desenvolvimento de soluções criativas e que tragam competitividade para destinos turísticos depende, fundamentalmente, das contribuições de empresários do setor na construção de um ambiente favorável a transformação de seu destino em um laboratório de criatividade. Isso porque, os empreendimentos mais criativos e competitivos, são geridos por líderes, por empresários experimentados no processo de gerir organizações, de desenvolver projetos que precisam da colaboração de diferentes pessoas, de inovar e encontrar soluções para determinado problema e tomar decisões.

Outra contribuição importante está no reconhecimento do potencial econômico da cultura e na capacidade de gerar distribuição para a produção cultural de seus destinos. Essa capacidade pode se materializar na venda de produtos culturais, como artesanto e produtos alimentícios, na realização de festivais culturais, no apoio à exposição de trabalhos de artistas plásticos, entre outras tantas alternativas maiores, portanto desenvolvidas em parceria com outros empresários e entidades, ou menores, portanto possíveis de serem realizadas individualmente. Assim, a distribuição realimenta a produção cultural.

Mas por quais motivos devem os empresários se engajar em tal tarefa?
Porque não há como fugir da competição internacional em que estão colocados os destinos. Porque a capacidade de um PMH em ser competitivo está diretamente conectado à competitividade do destino em que está localizado.

Onde estão os recursos para desenvolver a tarefa?

"Nos centros urbanos, pequenos ou grandes, industriais ou de serviços, de países economicamente ricos ou pobres, onde se encontra a maior concentração de talentos e criatividade por metro quadrado. É nesses locais, movidos por inventividade ou necessidade, por opção ou falta dela, que pessoas das mais diversas vertentes se encontram, interagem, convivem. E é contando com esse substrato que várias cidades tëm tentado transformar seu tecido socioeconômico, baseado em uma das poucas coisas que não são padronizáveis: sua singularidade cultural". Ana Carla Fonseca no blog Cultura e Mercado

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(1)Ana Carla Fonseca é economista, conferencista internacional em marketing cultural, economia da cultura e economia criativa,  autora de Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável e de Creative City Perspectives.

(2) Charles Landry é considerado um dos líderes mundias em pesquisa e consultoria em cidades criativas, trabalhou em centenas de projetos, fez palestras em mais de 40 países, e é autor de Criative City: A Tool Kit for Urban Innovators, ainda sem tradução para o português, entre outros importantes livros.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Questões culturais nos grandes eventos esportivos

Estádio Olímpico e arredores em Helsinque na Finlândia
Questões culturais são, de fato, importantes no planejamento e na avaliação que os estrageniros farão do Brasil nos grandes eventos esportivos que sediaremos em 2014 e 2016?

Entre outras questões como a presetação de serviços foram abordadas no programa Mundo Coportativo da Rádio CBN no último sábado. O jornalista e apresentador da CBN, Heródoto Barbeiro entrevistou Sérgio Pereira,  Fundadado Instituto de Administração da Universidade - FIA de São Paulo - USP.

Em função de problemas técnicos, não conseguimos publicar o vídeo ou o áudio da entrevista aqui no blog. Mas, você pode clicar aqui para ver a íntegra do programa no sítio da CBN.

Pereira destacou a importância do planejamento para que os previstos impactos dos grandes eventos na economia sejam realizados ou até majorados. Nesse sentido, evidenciou a importância de conhecermos as culturas daqueles países com as quais devemos estabelecer o maior número de trocas comerciais durante a copa do mundo e as olímpiadas. Segundo ele, uma boa prática na qual podemos nos espelhar e realizar benchmarking, é a dos britânicos que se preparam para sediar as olimpíadas em Londres em 2012. Os britânicos acabaram de desenvolver estudos sobre 26 países, que julga serem importantes mercados emissores de turistas para 2012. Para cada país o estudo gerou um pequeno dossiê de aproximadamente 30 páginas que contêm aspectos sobre a cultura dos povos destes 26 países.

Pereira realçou ainda a dificuldade que teremos na comunicação com os estrageiros que vierem a estes eventos, uma vez que uma muito pequena parcela da população brasileira fala inglês ou outras línguas estrangeiras muito faladas no mundo como espanhol, francês, alemão, chinês, entre outras. Diferentemente da China que investiu no ensino de inglês para crianças mais de 15 anos antes das olímpiadas, não temos mais tempo de tomar uma iniciativa como essa.

Outro questão preocupante levatanda por Pereira foi o da infra-estrutura. Uma tarefa importante, que segundo ele é um complicado jogo de xadrez, deve ser priorizar os investimentos em infra-estrutura que são preementes para receber as pessoas que vistirão o Brasil, em função dos eventos.

Em termos da cultura do povo brasileiro e da influência dessa na maneira como receberemos os turistas estrangeiros, Pereira entende que a curiosidade do povo brasileiro é um ponto positivo e pode nos ajudar a seremos positivamente avaliados por nossos visitantes, mas considera que temos que ampliar nossa capacidade de sermos respeitosos com o diferente.

Outra questão destacada por Pereira foi a tênue linha que existe entre a flexibilidade e o "jeitinho", linha essa que muitas vezes é ultrapassada quando da ilegalidade e de questões éticas.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Semana da Competitividade - Inteligência Competitiva


Mas o que é, de fato, a tal da inteligência competitiva, o que significa o desenvolvimento de IC em uma empresa e o que são os produtos de IC, ou o que eu ganho com isso? Vamos tentar responder a essas perguntas no artigo de hoje, para finalizar bem a semana da competitividade no blog.

Primeiramente, é preciso colocar que a inteligência competitiva está focada no ambiente externo, ou seja, serviços, clientes, competidores, tendências do mercado e outros aspectos que influenciem no processo de tomada de decisão estratégica.

Para chegar a recursos de inteligência competitiva que possam ser utilizados nos processo de tomada de decisão, é preciso desenvolver um ciclo de inteligência competitiva. Neste ciclo, os responsáveis pela tarefa deverão identificar, coletar, analisar e distribuir informações sobre o ambiente externo de forma a subsidiar os processos de tomada de decisão e enfrentamento de problemas.

O ciclo se fechará quando for implementada a ação decorrente da decisão e avaliados os seus resultados, o que provavelmente definirá a necessidade de novas informações, portanto o inicio de um novo ciclo.

Diferentes estudiosos e especialistas no assunto, discordam sobre quantas fases formam o ciclo de inteligência competitiva, mas as quatro que vamos mencionar em seguida aparecem em todos os estudos e teorias sobre IC.

1. Planejamento e direcionamento

Segundo a Global Intelligence Alliance (GIA), o conhecimento sobre quais informações são necessárias para enfrentar um determinado problema ou tomar uma decisão são, normalmente pobres. Dessa maneira empresários e gerentes podem até reconhecer que existe um problema e que é necessário buscar informações para resolvê-lo, mas não sabem exatamente que informação é essa. E quando não dedicam o tempo necessário para determinar que informação, verdadeiramente precisa para aquela situação, acabam por coletar uma informação quando na verdade precisa de outra, assim vão julgar que aquela informação era irrelevante.

Portanto, dedique o tempo necessário para descobrir quais informações são necessárias e você irá salvar uma considerável quantia de tempo e dinheiro. Ao mesmo tempo, não fique preso nesta etapa, asssuma alguns riscos, caso contrário quando definir exata e precisamente que informação precisa ser coletada, a decisão já não precisa mais ser tomada, porque um dos seus competidores já o fez.

2. Pesquisa e coleta

Para que você estabeleça um sistema eficiente de pesquisa e coleta de informações necessárias, é fundamental que passe a estudar e conhecer quais são as fontes de informações disponíveis para cada tipo de problema. Se você quer saber, por exemplo, quais são os mercados internacionais mais importantes para o seu destino, você pode chegar as chegadas internacionais dos aeroportos mais próximos, mas isso não significa que visitantes de um determinado pais que apareçam com destaque nas estatísticas tenha o perfil identificável com seu negócio, portanto para isso, você deverá buscar outras fontes de pesquisa.

Também, é fundamental que o seu PMH passe a coletar e armazenar informações.  Se não, como fazer comparações entre o seu negócio e seus competidores? Avaliar se as características do seu negócio podem ser alinahdas com tendências do mercado? Fazer previsões financeiras confiáveis para que possa decidir quanto gastar em campanhas publicitárias, ou quanto investir em capacitação profissional? Se você não tiver históricos de suas taxas de ocupação, de seus custos fixos e variáveis, das ações de marketing realizadas, entre outras informações de anos anteriores, não poderá fazer isso.

3. Processamento e análise

Para Jerry Miller, membro da Strategic and Competitive Intelligence Professionals (SCIP), é preciso fazer análises alternativas, isto é, observar as informações sobre diferentes ângulos, a partir de diferentes cruzamentos, inclusive explorando tendências do mercado. Importante também que você faça análises criativas, portanto esteja aberto na hora de fazer a análise das informações e não se prenda ao que deu certo no passado ou a observações meramente objetivas das informações. São necessárias consideráveis doses de intuição e dedução nesse momento.

4. Comunicação e disseminação

Chegou a hora de fazer a entrega do produto final, ou seja, disseminar inteligência. Para isso, Miller orienta que você tome os seguintes cuidados: reconheça que cada público exige um determinado formato de ferramenta de comunicação; organize encontros e gerencie-os com assertividade e diplomacia; use habilidades persuasivas de apresentação; defina o nível e o volume adequado de recursos de inteligência para cada situação, público e ferramenta de comunicação.

Muito bem, mas o que eu ganho com isso?

Você talvez ainda não tenha notado isso, mas todos os seus sucessos ou fracassos estão relacionados a como você toma decisões e enfrenta problemas, e não importa em quão bem conhecida seja a sua empresa ou quão engenhosa sua estratégia pareça, se você não for capaz de tomar as decisões corretas de maneira rápida e eficaz nem de executá-las consistentemente, seu negócio perde terreno.

E uma das mais eficientes maneiras de aumentar a assertividade de suas decisões é dotar sua empresa de um sistema de coleta e análise de informação sobre o ambiente externo (concorrentes, tendências de mercado, hóspedes, etc.) do seu negócio e finalmente de transformação destas informações em inteligência competitiva.

FONTES UTILIZADAS PARA PRODUÇÃO DESTE ARTIGO - EM INGLÊS

(1) Artigos produzidos pela Strategic and Competitive Intelligence Professionals (SCIP), uma organização sem fins lucrativos que oferece educação e rede de relacionamento para profissinais que trabalham no campo da inteligência competitiva.

(2) Artigos produzidos pela Global Intelligence Alliance (GIA), uma rede global de pesquisa de negócios e de consultoria em Inteligência Competitiva (IC) para empresas. Oferece serviços que incluem consultoria de processos, serviços de informação, educação e soluções de tecnologia de ponta.

(3) Jerry Miller. Curriculum Models for Educational Programs of Competitive Intelligence. 1996.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Semana da Competitividade - Liderança inovadora


Como temos feito esta semana, vamos analisar hoje outro artigo encontrado na série dos melhores da renomada Harvard Business School, para tratar de um tema importante para a gestão da competitividade em um pequeno meio de hospedagem, como fazer para que os esforços que você faz para reinventar seu empreendimento tenham sucesso e o transforme em um forte competidor.


LIDERANDO MUDANÇAS – Porque esforços de transformação fracassam                 John P. Kotter

O autor enumera 8 erros comuns as empresas que se empenham em fazer mudanças fundamentais em seus negócios, depois de estudar mais de 100 empresas neste processo.

Em seguida enumera 8 passos que ajudam a levar uma empresa a desenhar e implantar mudanças que a leve a se transformar em um competidor mais consistente e quem sabe até a revolucionar o mercado do seu destino ou até mesmo em uma escala maior.

Não se engane, vários pequenos meios de hospedagem brasileiros já fizeram isso. Alguns com maior capacidade de investimento, outros muito mais a partir da inovação e da capacidade de liderança de empresários e gerentes.

Embora os estudos de Kotter tenham sido feitos para grandes empresas, entendemos que os princípios são os mesmos para um pequeno meio de hospedagem, guardadas as devidas proporções.

Portanto se já fazem anos que você trabalha dezenas de horas por semana e sua lucratividade ainda não é suficiente para te dar estabilidade, se você pretende habilitar seu PMH em um processo de certificação de qualidade ou de sustentabilidade, se quer passar a ser um fornecedor de serviços para operadoras e agências,  ou pretende aumentar significativamente o número de UHs, ou está planejando qualquer outra mudança considerável no seu empreendimento, procure entender as 16 questões colocadas aqui.

Os erros comuns
1. Não definir um real senso de urgência
As empresas muitas vezes falham em observar que um programa de transformação exige a colaboração agressiva de vários indivíduos, que se não forem convencidos da importância e da urgência do programa e de como isso afetará positivamente o negócio e em conseqüência o seu próprio trabalho, não terão motivação suficiente para ajudar e levar a cabo as mudanças necessárias.
Essa colaboração agressiva, portanto, tem mais chances de dar certo, quando sua equipe perceber a necessidade urgente das mudanças. Se o seu negócio vai bem, fazer com que sua equipe perceba isso será ainda mais difícil. Em todo o caso, pode ajudar trazer outros profissionais para cargos de liderança ou contar com a ajuda de um consultor para desencadear esse processo de convencimento.

2. Não criar uma coalizão orientadora suficientemente poderosa
Esta equipe de coalizão que orienta e mobiliza os processos de mudança será, em empresas pequenas, geralmente, formada por poucas pessoas. Talvez o empresário e seu gerente. Mas, em alguns casos pode ser importante operar o processo fora da hierarquia normal, contando com a colaboração de profissionais que não sejam exatamente lideres até aquele momento, principalmente se a mudança é urgente, em função de que a empresa não vai bem. Esforços sem uma equipe forte, que mantenha a coalizão e o trabalho conjunto podem fazer um progresso aparente por algum tempo, mas cedo ou tarde, a oposição se fortalece e interrompe a mudança.

3. Falta de visão
A visão que possui o potencial para guiar a equipe de coalizão para o sucesso das mudanças não pode ser feita somente de números e previsões financeiras, ela deve esclarecer a direção para a qual uma empresa precisa se mover. E dificilmente essa visão se manterá imutável durante o processo. Ela evoluirá, a partir das colaborações dos indivíduos que formam sua equipe e da dinâmica do mercado que influencia sua empresa no processo.

4. Comunicar a visão de maneira deficiente
Mesmo que você e sua equipe de coalizão desenvolvam uma visão clara do processo de transformação não adianta comunicá-la uma única vez durante uma reunião.  Também não adianta fazer um sem numero de reuniões e palestras se o restante de sua equipe não compreende onde vocês querem chegar. Finalmente, se você não conseguir convencer os outros lideres de sua equipe sua visão não será incorporada pelos liderados.

5. Não eliminar os obstáculos à nova visão
Muitas vezes estes obstáculos são materiais, portanto estão além de bloqueios psicológicos ou comportamentais de membros de sua equipe. Os obstáculos podem a maneira como funcionam os fluxogramas de suas atividades, porque você não permitiu a liberdade necessária para inovações, porque não existem os recursos tecnológicos, materiais ou financeiros necessários para as mudanças. Nem todos os obstáculos poderão ser retirados no momento adequado, mas os grandes obstáculos precisam ser enfrentados e eliminados.

6. Não planejar sistematicamente e não criar vitórias de curto prazo
Esforços de renovação correm o risco de perder o ritmo quando não há metas de curto prazo a serem alcançadas e comemoradas. Para uma transformação bem sucedida você deve conseguir reais melhorias de desempenho em curto prazo e recompensar sua equipe por isso com reconhecimento, promoções e até mesmo dinheiro.

7. Declarar vitória antes do tempo
Durante o processo de mudanças você vai se deparar com outras questões que precisam ser abordas e transformadas, portanto comemore as vitórias, mas não sem antes completar verdadeiramente seu processo de mudança, e mais do que isso, aproveite a onda para lidar com problemas ainda maiores, identificando sistemas e estruturas que não acompanham a visão de transformação e que ainda não tenham sido confrontados.

8. Não ancorar as mudanças na cultura da empresa
É preciso tornar as pessoas conscientes de como as novas abordagens, comportamentos e competências ajudaram a melhorar o desempenho da empresa e os ganhos de todos, transformando a mudança na forma como se faz as coisas na empresa.

Os passos para a transformação

1. Estabelecer o senso de urgência
Examinar o mercado e as realidades competitivas
Identificar e discutir crises, crises em potencial ou grandes oportunidades.

2. Criar uma forte coalizão orientadora
Reunir um grupo com poder suficiente para liderar o esforço de mudança
Incentivar o grupo a trabalhar em equipe.

3. Criar uma visão
Ajudar a direcionar o esforço de mudança
Desenvolver estratégias para atingir esta visão.

4. Comunicar a visão
Utilizar todos os veículos possíveis para transmitir a nova visão e as estratégias
Ensinar novos comportamentos pelo exemplo da coalizão orientadora.

5. Dotar outros de empowerment para agir sobre a visão
Eliminar obstáculos à mudança
Mudar sistemas ou estruturas que abalam profundamente a visão
Incentivar as pessoas a assumir riscos e a apresentar idéias, atividades e ações não tradicionais.

6. Planejar e criar vitorias de curto prazo
Planejar um aperfeiçoamento de desempenho visível
Criar estes aperfeiçoamentos
Reconhecer e recompensar empregados envolvidos nos aperfeiçoamentos

7. Consolidar as melhorias e gerar ainda mais mudanças
Utilizar maior credibilidade para mudar sistemas, estruturas e políticas que não se adéquam à visão
Contratar, promover e desenvolver empregados que conseguem implementar a visão
Fortalecer o processo com novos projetos, temas e agentes de mudança

8. Institucionalizar novas abordagens
Articular as conexos entre os novos comportamentos e o sucesso corporativo
Desenvolver os meios para garantir a sucessão da liderança

FONTE: Liderança Inovadora. Série Harvard Business Review. Harvard Business School. Publicado no Rio de Janeiro pela Editora Elsevier em 2008.
John P. Kotter é professor de liderança na Harvard Business School, em Boston.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Semana da Competitividade - Decisões Inteligentes


A tomada de decisões assertivas em um negócio é um dos maiores desafios de qualquer empresário e influencia direta e incisivamente a competitividade do empreendimento. Pensando nisso estudamos um artigo que trata sobre como tomar decisões mais inteligentes, também encontrado em uma série dos melhores da renomada Harvard Business School.

ADMINISTRAÇÃO BASEADA EM EVIDÊNCIA – Jeffrey Pfeffer e Robert Sutton

A administração baseada em evidência significa, segundo os autores, de maneira simplificada, o desafio de basear as decisões no conhecimento mais recente daquilo que realmente funciona.

Portanto, ao invés de se utilizar de técnicas corriqueiras e imperfeitas, na própria experiência ou em informações sobre outras empresas, o empresário, que administra com base em evidências, toma decisões depois de identificados e analisados dados e informações que indicam a possibilidade de acerto de tal decisão, e em seguida avalia se a decisão foi correta.

Para conseguir adotar a administração baseada em evidência em uma empresa, o primeiro passo a ser adotado pelo empresário é observar falhas em decisões baseadas em outras coisas que não em evidências. Sua experiência profissional talvez seja a primeira dessas influências que por vezes pode gerar resultados ruins. Portanto ainda que a administração de uma empresa seja, em suma, uma atividade aprendida por meio da prática e da experiência, deve-se procurar incessantemente novos conhecimentos e insights dentro e fora da empresa para melhorar suas habilidades e aumentar seus conhecimentos e assertividade de suas suposições.

Outra questão que precisa ser observada é o benchmarking, porque embora seja importante estudar os negócios de seus concorrentes e implantar mudanças com base nas melhores práticas do mercado, não adianta apenas ser um copiador. É preciso analisar porque tal processo ou serviço funciona com seu competidor, e se ele realmente se aplica ao seu negócio.

Outra questão a ser observada está no quanto você deixa suas crenças ou modismos do mercado influenciarem seus processos decisórios, mesmo que não se apliquem a seu negócio, ou que você tenha avaliado a real contribuição para o seu negócio.

Finalmente, você deve perceber que o especialista para o qual você colocar um problema irá, via de regra, indicar uma solução com a qual tem maior familiaridade, experiência e habilidade, mas que nem sempre é a mais adequada para a situação em questão. Assim se você discutir com seu gerente de marketing ou a um amigo que trabalha com marketing como aumentar a lucratividade de seu negócio, ele dirá que você precisa aumentar a taxa de ocupação, a partir de promoções e campanhas publicitárias. De outro lado, se fizer a mesma pergunta para alguém que trabalha no departamento financeiro ele irá te dizer que você precisa diminuir custos fixos e aumentar o faturamento.

Então, mãos à obra. Pare de tomar decisões com base apenas no feeling, na opinião de terceiros ou no que todo mundo está fazendo, e comece a pesquisar o seu negócio. Descubra como seus clientes chegam até você e invista nos canais de comunicação e distribuição mais eficientes. Descubra o que seus clientes gostam de comer no café da manhã e tenha sempre os melhores e mais frescos destes produtos. Identifique quais são seus maiores mercados consumidores e invista em promoções e campanhas publicitárias neles. Identifique se há problemas de comunicação e/ou de distribuição em mercados consumidores pouco importantes para o seu negócio e experimente soluções.

Você conseguirá administrar sua empresa com base na evidência, principalmente se passar a se comprometer com os seguintes comportamentos.

1. Pare de tratar idéias antigas como se fossem novas.

2. Desconfie de idéias e estudos pioneiros.

3. Exalte e desenvolva a inteligência coletiva.

4. Realce as desvantagens e as virtudes.

5. Use as histórias de sucesso (e de fracasso) para ilustrar práticas confiáveis, mas não em lugar de um método valido de pesquisa.

6. Adote uma postura neutra com relação a ideologias e teorias.

Conte-nos sobre como você desenvolve os processos de tomada de decisão em sua empresa e qualifique os nossos estudos.



FONTE: Decisões Mais Inteligentes. Série Harvard Business Review Compacta. Harvard Business School. Publicado no Rio de Janeiro pela Editora Elsevier em 2008.

Jeffrey Pfeffer é professor titular de comportamento organizacional da Escola de Negócios de Stanford, na Califórnia.

Robert I. Sutton é professor da ciência da administração e engenharia da Escola de Engenharia de Stanford, onde também é co-diretor do Centro para o Trabalho, Tecnologia e Organização.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Semana da Competitividade - Cultura da Inovação


Continuando a semana da competitividade para pequenos & notáveis meios de hospedagem vamos tratar hoje de inovação. Para isso, estudamos dois artigos encontrados em uma série dos melhores da renomada escola de negócios da Universidade de Harvard, e exemplificamos as idéias para o setor de PMHs.

O RISCO É O CUSTO - Hal Plotkin

Diga aos seus funcionários o que fazer, muito mais do que o que não fazer.

Em termos de processos de inovação isso significa incentivar sua equipe a assumir alguns riscos controlados. Em um pequeno meio de hospedagem esses riscos controlados podem ser, por exemplo, a criação de pacotes promocionais de duas diárias em finais de semana de meses historicamente de baixa ocupação, em que a lucratividade esteja condicionada a uma alta taxa de ocupação. Para aumentar a chance de sucesso esses pacotes podem estar vinculados ao seu programa de fidelidade, a um regime de pensão completa com um chefe de cozinha renomado, ou a passeios turísticos prestados por operadora de receptivo parceira.

Podem de outro lado, ser inovações mais simples e com risco menor, como a utilização de um fruta exótica do seu bioma para fazer um dos sucos do café da manhã, a utilização de ingredientes locais em um quitanda conhecida, a contratação de um recreador, em determinado final de semana em que o número de famílias seja grande, entre outras tantas possibilidades.

A construção de um processo continuado de inovação em seu empreendimento determinará o surgimento de processos criativos em evolução por parte de sua equipe.

Segundo Plotkin, caso a inovação proposta envolva um risco financeiro, como uma nova campanha publicitária ou uma campanha promocional de diárias, decomponha a idéia em fases. Assim você pode controlar o risco financeiro, na medida em que pode abortar a inovação caso as primeiras fases se mostrem um erro.


INOVAÇÃO AMBIDESTRA – Loren Gary

Não faça como a maioria das empresas que está esperando a próxima grande idéia, invista no desenvolvimento do processo de inovação, e o transforme em uma competência essencial de sua equipe.

Outra questão que você deve estar atento é a de estabelecer as diferenças entre uma idéia que objetiva melhorar um determinado aspecto do seu pacote de serviços e outra que propõe um novo aspecto do seu pacote de serviços. A primeira é chamada de incremental, porque melhora ou incrementa o serviço.

A segunda é chamada arquitetural, porque inclui um novo aspecto na estrutura do seu pacote de serviços.

As idéias incrementais tendem a ser mais pragmáticas, geralmente possuem um menor risco e são menos complexas para operacionalizar, ao contrario das arquiteturais. Por isso é importante estabelecer processos diferentes de inovação, embora utilizando a mesma equipe, para que se compreenda a importância das duas.

Para compreender melhor a diferença entre as duas e destacar a importância dos processos diferentes, vamos usar dois exemplos.

Aumentar o número de itens do café da manhã é uma idéia incremental, porque melhora o seu pacote de serviços, mas não cria um novo aspecto ou no serviço. Sua equipe, liderada por você, deverá estudar as preferências de seus hóspedes, o custo do café da manhã tal como está hoje, os itens que devem preferencialmente ser incluídos e suas alternativas, as projeções de custo para cada alternativa ou composição de itens, o valor a ser acrescido à diária, etc.

De outro lado, decidir servir almoço ou jantar, incluído ou não no preço da diária, é um idéia arquitetural, porque inclui no seu pacote um novo serviço. Para esta idéia, mais transformadora, complexa, e com risco maior, os estudos que sua equipe e você deverão fazer são também mais complexos e exigem processos mais abertos e inovadores de troca de idéias e de experimentação.

Além de compreender a demanda dos hóspedes, e de outros turistas da cidade (se você for abrir o restaurante não só para os hóspedes), você provavelmente deverá fazer reformas e equipar melhor sua cozinha, possivelmente contratar outros funcionários, talvez aumentar ou reformar o espaço destinado ao café da manhã, entre outras tantas melhorias e implementações.

Por isso, é necessário estabelecer processos diferentes para o desenvolvimento de idéias incrementais e arquiteturais. Você pode fazer isso, determinando reuniões diferentes para discutir cada tipo de idéia. Pode também, se tiver uma equipe maior, separar as funções, ou talvez entender que para o seu negócio e para sua equipe seja interessante discutir os dois tipos de idéias simultaneamente. Esteja atento, contudo, para que sua equipe não tome gosto apenas por um tipo de idéia, porque assim você maximiza as possibilidades de seus processos de inovação.

FONTE: Implementando a Inovação. Série Gestão Orientada para Resultados. Harvard Business School. Publicado no Rio de Janeiro pela Editora Elsevier em 2007.

Loren Gary é editor da revista Compass, do Centro para Tecnologia, Estratégia e Administração da Escola de Negócios Haas, da Universidade da Califórnia.

Hal Plotkin é escritor e editor. Ex-editor da Revista do Empreendedor do Ano. Atualmente escreve uma coluna para o San Francisco Chronicle’s.